Odontologia

Os avanços no tratamento do diabetes mellitus têm permitido uma maior e melhor sobrevida aos pacientes. Em Odontologia, medidas preventivas contra doenças bucais e novas técnicas restauradoras têm propiciado a manutenção prolongada dos dentes. Assim, vêm aumentando o número de portadores de diabetes mellitus que procuram o tratamento odontológico de rotina e a participação do cirurgião-dentista no diagnóstico e tratamento de manifestações orais dessa patologia.



As manifestações bucais encontradas com maior freqüência em portadores de diabetes mellitus são: doenças periodontais, consistem na perda de estrutura óssea causando a mobilidade e até a perda dos dentes; a disfunção de glândulas salivares; infecções fúngicas, alteração no paladar, além da maior incidência de infecções e retardo na cicatrização.


Existe uma maior incidência de doenças periodontais relacionadas ao diabetes mellitus. A maior severidade ocorre em pacientes com diabetes tipo 1 e 2 que apresentam fraco controle metabólico.

Tanto o diabetes como a periodontite estimulam a liberação crônica de citocinas prejudicando os tecidos periodontais.


A disfunção salivar mais comum é a xerostomia - “ boca seca”- apontada por 54% dos pacientes acometidos por diabetes mellitus tipo 2. Além do desconforto causado ao paciente, pode contribuir para o aparecimento de lesões cariosas. Também podem ocorrer úlceras, descamação da mucosa, língua despapilada (alteração do paladar) e infecções como a candidíase oral, que é maior em diabéticos, provavelmente devido a xerostomia e aos níveis de glicose salivar.
Para os pacientes com níveis de glicemia acima do ideal o tratamento odontológico é indicado somente em situações de urgência, na presença de dor e infecções. A ansiedade e o medo provocados pelo tratamento odontológico devem ser controlados, pois levam à liberação de adrenalina, causando aumento ainda maior na glicemia. Assim para evitar maiores complicações é recomendado o uso de algum método de sedação consciente. Em alguns pacientes, durante o tratamento odontológico é necessário o uso de anestésico locais, analgésicos, antiinflamatórios e a terapêutica antimicrobiana. Para isso, a prescrição dessas medicações deve ser criteriosa, sendo necessário entrar em contato com o médico responsável para ajustar a posologia, evitando possíveis interações medicamentosas indesejáveis, efeitos hipoglicemiantes, mal-estar, etc.